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1/3 da vegetação nativa do Brasil está localizada em áreas precárias

1/3 da vegetação nativa do Brasil está localizada em áreas precárias

O Brasil é um dos países mais biodiversos do mundo, de natureza implacável e biomas variados - dentre eles, a Amazônia e o Cerrado.

No entanto, o 1º Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistemas, apresentado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, acusa que um terço da vegetação nativa de nosso país está centrada em áreas precárias.

Ao todo, oito cientistas brasileiros expuseram as estimativas no evento, através de um documento que ainda reuniu informações valiosas que buscam dar subsídio à tomada de decisão de gestores da área.

 

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Apesar de sermos naturalmente ricos em áreas verdes, enfrentamos 'grandes desafios', e segundo Carlos Joly, professor da Unicamp, a situação agravou nos últimos anos:

'Os principais causadores dessa perda ainda são a mudança do uso da terra, que leva à degradação ambiental e, mais recentemente, às mudanças climáticas', argumenta Joly, que tem envolvimento direto com o documento.

A publicação reúne informações e pesquisas sobre tópicos como:

  • Cobertura vegetal;
  • Culturas agrículas;
  • Qualidade de águas;
  • Diversidade cultural do Brasil, dentre outros.

Curisoamente, um mapa de nossa paradoxal 'pobreza verde' chamou a atenção: isto deve-se a um mapeamento que acusa áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade.

Dentro destas, estão 398 municípios que reúnem características como baixa renda, alta cobertura vegetal nativa e alta vulnerabilidade às mudanças climáticas.

Continuando, um terço (36%) da cobertura vegetal nativa do Brasil concentra-se em 7% dos nossos municípios, com tais cidades alocando mais de 22% de nossa população mais economicamente desfavorecida.

Como estas estão dispostas ao redor de regiões da Amazônia, Cerrado e Caatinga, os políticos locais têm um grande desafio pela frente, que é o de melhorar a qualidade de vida dos habitantes e, ao mesmo tempo, preservar as florestas que os rodeiam.

“Como as pessoas podem sair da pobreza não às custas da natureza, mas a partir dela? Não tem receita de bolo, mas mostramos opções que talvez precisem ganhar escala”, considera Fábio Scanaro, professor da UFRJ.

Dentre os municípios em foco, a maior parte centraliza-se na Caatinga, justamente um de nossos biomas mais destruídos e que, estranhamente, não recebe tanta atenção.

 

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Para piorar, fora da Amazônia, 62% de pontos estratégicos não têm áreas de proteção ambiental, ainda de acordo com a pesquisa.

“Mesmo biomas que considerávamos pouco alterados, como dos Pampas e da Caatinga, isso na verdade se devia à falta de conhecimento. Eles estão passando por processos (de alteração) distintos, porque não são formações florestais como a Amazônia e a Mata Atlântica, mas que têm consequências desastrosas do ponto de vista biodiversidade”, volta a dizer Joly.

Um dos objetivos do relatório é, também, apresentar a biodiversidade não como um empecilho da economia brasileira, mas como uma colaboradora.

Recentemente, o novo Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou que considera unificar os Ministérios do Meio Ambiente e Agricultura.

 

 

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