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A humanidade já apagou do mapa 60% de outras espécies animais

A humanidade já apagou do mapa 60% de outras espécies animais

O massacre de outras formas de vida, por mãos humanas, é um dos fatores responsáveis pelas intempéries naturais.

Além das mudanças climáticas, que têm incentivado o fortalecimento do efeito estufa e causado reações ecológicas atípicas ao redor do globo, a perda de biodiversidade é um dos mais silenciosos contribuidores das catástrofes ambientais.

Assustadoramente, pouco - ou quase nada - tem sido feito a respeito!

Desde 1970, a humanidade extinguiu do mapa mais de 60% de outras espécies, que vão desde mamíferos, aves e peixes, a répteis, o que leva especialistas a alertarem que as políticas de aniquilação indireta destes seres é, agora, uma ameaça à existência deles, mas à de nossa civilização.

O Worldwide Fund for Nature (WWF), ou Fundo Internacional pela Natureza (tradução livre), em recente estudo publicado, que reuniu opiniões de mais de 50 cientistas de todo o mundo, estima que o crescente consumo de comida, aquela provinda de animais, e outros recursos tidos como 'imprescindíveis' para a população está destruindo o ciclo da vida, construído lenta e progressivamente ao longo de bilhões de anos.

E, verdadeiramente, tudo que o ser humano realmente necessita para sobreviver é comida suficiente, ar limpo e água.

'Nós estamos andando sonâmbulos na direção de um precipício', afirma Mike Barrett, diretor do grupo de Ciência e Conservação do WWF. 'Se tivéssemos uma reduçaõ igual de 60% da população humana, isto seria o equivalente a limpar toda a América do Norte, do Sul, África, Europa, China e Oceania. Foi isto o que fizemos com outras formas de vida.'

Barrett ainda diz que não é mais só uma questão de perder as belezas naturais da Terra, apesar de, claramente, estarmos caminhando para isto. Mas, agora, também 'estamos prejudicando o futuro daqueles que ainda nascerão'. Para ele e muitos outros cientistas, a natureza não deve ser vista só como um bônus que temos, mas como nosso 'suporte de vida.'

Confira abaixo, em dados, como a extinção avançou desde a década mencionada:

Apesar do chart não deixar explícito, as regiões mais afetadas, curiosamente, são as América do Sul e Central, cujas populações de vertebrados caiu em mais de 89%.

 

A demanda global por soja extinguirá o Cerrado, importante bioma brasileiro

 

Os habitats que mais têm sofrido danos são rios e lagos, devido à enorme pressão das prática de agricultura nestas regiões:

'Novamente, há uma conexão direta entre a nossa cadeia alimentar e a degradação da vida selvagem', Barrett continua. 'O desmatamento está sendo acelerado devido à produção massiva de soja, que é exportada destes países para outros, como o Reino Unido, para alimentar porcos e galinhas.'

Como já sabemos, o consumo de carne prejudica diretamente o meio ambiente, como alertado pela ONU, e até mesmo Marco Lambertini, o diretor geral do WWF, concorda que o problema fundamental é nosso 'consumismo exacerbado'.

Segundo Lambertini, não podemos mais manter modelos de produção 'não-sustentáveis' e continuar com estilos de vida que propiciam o 'desperdício'.

Todas as nações do mundo estão convocadas para uma reunião na sede da ONU em 2020. A pauta é Diversidade Ambiental, e os responsáveis pela organização esperam que líderes políticos, que têm sofrido duras críticas por renegarem suas responsabilidades com o meio ambiente, finalmente conscientizem-se a respeito e tratem o assunto com seriedade.

'Nós precisamos de um novo acordo global em nome da natureza e de nossas pessoas, e temos menos de dois anos para consegui-lo', concluiu Barrett. 'Esta é, de verdade, nossa última chance. Não podemos mais nos dar o luxo de errar.'

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