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ANA publica relatório para acompanhar Metas para Água e Saneamento

ANA publica relatório para acompanhar Metas para Água e Saneamento

A ANA, ou Agência Nacional de Águas, lançou no último dia 22 de março o relatório ODS 6 no Brasil - Visão da ANA sobre os indicadores, coincidindo a data com o Dia Mundial da Água.

O levantamento monitora o nível de cumprimento do ODS 6, ou Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 6, estabelecido pela ONU para assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas as pessoas.

As metas desta ODS, que são oito ao total, foram compiladas neste trabalho inédito feito pela ANA, com dados de entidade parceiras. A base de informações da Agência sobre água e saneamento no Brasil permitiu que os indicadores do ODS 6 fossem calculados, incluindo a série histórica dos resultados, os diferentes níveis de desagregação espacial, críticas e sugestões de aprimoramentos metodológicos e, também, a comparação dos resultados do Brasil com outros países.Tentativa de furto de carreta faz 24 mil litros de substância tóxica cair no Rio Negro

Os dados foram disponibilizados num painel interativo, que permite ver a série histórica e resultado por estado ou região hidrográfica.

Dentre os pontos analisados pela publicação, estão cenários de disponibilidade dos recursos hídricos, demandas e usos da água para atividades humanas, ações de conservação dos ecossistemas aquáticos, redução de desperdícios e acesso ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e tratamento de esgotos.

Veja, abaixo, os principais resultados:

  • No Brasil, observou-se que, de 2007 a 2015, o déficit de abastecimento diminuiu (de 8,1% da população para 4,2%). Porém, a distribuição do déficit dentre as faixas de renda continua a mesma, sendo que em média 40% da população não atendida correspondia à faixa de renda de até 1 salário mínimo. Do universo de população com acesso à rede pública (de abastecimento de água) em 2017, somente 86,7% dos domicílios tinham água diariamente;
  • Em 2016, cerca de 50% dos esgotos gerados pela população urbana e rural eram tratados no Brasil, em sistemas coletivos e em fossas sépticas, com uma evolução percentual positiva de 6,8% desde 2013;
  • Evolução de 7 pontos percentuais da proporção da população brasileira que utilizava serviços de esgotamento sanitário geridos de forma segura entre 2011 e 2016. Esta evolução representa um quantitativo de 21,9 milhões de pessoas que passaram a contar com esgotamento sanitário nos últimos seis anos;
  • Na bacia hidrográfica do rio São Francisco houve redução de 11,1% na extensão dos ecossistemas aquáticos em 2015 em relação ao ano 2000, evidenciando a redução dos espelhos d’água dos grandes reservatórios para geração de energia hidrelétrica existentes na bacia durante a crise hídrica. Devido à crise hídrica, a redução na quantidade de água, aferida pelo Indicador 6.6.1, também foi expressiva na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental, alcançando em 2015 o percentual de 36%;
  • A grande disponibilidade hídrica do Brasil resulta em estresse hídrico muito inferior ao de várias regiões do mundo e mesmo ao da média global em 2015 (12,8%). O valor para o Brasil, de 1,6%, não reflete as especificidades de todas as regiões do país. As bacias mais críticas estão na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental, inserida no Semiárido brasileiro;
  • Em 2016, a gestão integrada de recursos hídricos alcançou no Brasil cerca de 54 pontos, segundo a classificação adotada pela ONU, com evolução de 22% desde 2010. Esta classificação significa um grau médio de implementação da política de recursos hídricos no País em comparação com o resto do mundo.

O relatório foi feito seguindo metodologia proposta em parceria com agências da ONU.

Ele também contou com a revisão de diversas instituições parceiras, tendo sido preparadas fichas metodológicas com passo a passo, e também, uma explicação de como a metodologia da ONU foi aplicada para calcular os resultados de cada meta.

Acesse o documento na íntegra.

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