Nosso Blog

Confira nossas novidades!

Veja outros Posts

Comida Elétrica? Conheça a nova alternativa 'sci-fi' que promete salvar o planeta

Comida Elétrica? Conheça a nova alternativa 'sci-fi' que promete salvar o planeta

Você já pensou se, ao invés de basearmos nossa nutrição e alimentação na produção acelerada de orgânicos, usássemos a eletricidade para fomentar um processo que promete transformar luz do sul - sim, luz do sol! - em comida?

Parece mentira, ou algo saído de um roteiro maluco de ficção científica, mas é o que cientistas filandeses têm trabalhado nos últimos tempos e, pasmem, a alternativa ecologicamente consciente está até mesmo próxima de ser comercializada!

Recentemente, movimentos vegetarianos e veganos têm ganhado força, numa tentativa válida e coletiva de reduzir os impactos gerados pelo consumo desenfreado de animais de corte, o que provoca, tanto direta quanto indiretamente, impactos ambientais catastróficos.

Mas e se fôssemos ainda além, e ao invés de produzir comida do solo ou adotarmos dietas mais verdes, produzíssemos nosso sustento com o ar?

 

'Parem de destruir o meio ambiente ou nós seremos extintos', implora a ONU

 

Ao contrário do que se acredita, mesmo se gados não fossem alimentados com soja, cuja atual demanda global é uma das grandes responsáveis pelo fim de ecossistemas indispensáveis ao planeta, e fossem oferecidos grama, o meio ambiente ainda assim sofreria degradações, uma vez que grandes partes de terra deveriam ser obrigatoriamente reservadas para este fim. O que, naturalmente, prejudicaria vidas selvagens e biomas.

Nas pesquisas financiadas na Finlândia, comida já vem sendo produzida sem o auxílio animal ou vegetal.

Os únicos ingredientes são bactérias capazes de oxidar hidrogênio, eletricidade provinda de painés solares, uma quantidade mínima de água, dióxido de carbono extraído do ar, nitrogênio e quantidades regradas de minerais como cálcio, sódio, potássio e zinco.

 

O mundo está preocupado com o destino da Amazônia no governo Bolsonaro

 

O alimento produzido tem 50% a 60% de proteína; o resto é carboidrato e gordura saudável.

Capitalizando a ideia, os cientistas responsáveis já criaram até mesmo uma empresa, chamada Solar Foods - traduzível como Comidas Solares - que planeja abrir sua primeira fábrica já em 2021. Nesta última semana, a European Space Agency (Agência Espacial Europeia, em tradução literal) selecionou o projeto como um 'projeto de incubação', prometendo patrocinar as descobertas.

Explicando melhor o processo, a eletricidade dos painéis solares é usada para eletrolisar a água e produzir hidrogênio, que alimenta bactérias responsáveis por transformar o material novamente em água. Ao contrário de outras formas de proteína 'microbial', como a Quorn, este método não necessita de plantas para funcionar.

É provável que os achados dos filandeses acabe virando, no fim das contas, 'preenchimento' de comidas já processadas, mas mesmo que o capitalismo não permite que nossa dieta mude bruscamente em prol desta inovação especificamente, utilizá-la para incrementar produtos que já compramos pode reduzir e muito os impactos negativos de nossa cadeia alimentar consumista.

O The Guardian afirma que foram tecnologias destrutivas que nos trouxeram onde estamos, e agora é papel de tecnologias refinadas nos salvar - e salvar o mundo.

Deixe seu Comentário

Você também pode se interessar

© Ibracam

by nerit