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Conheça os Santa Catarinenses que transformam lixo em energia

Conheça os Santa Catarinenses que transformam lixo em energia

Empresários de Guaramirim, município de Santa Catarina, ao sul do Brasil, criaram uma solução inteligente que converte lixo em energia

O destino dos resíduos gerados pela atividade humana é uma questão que preocupa cada vez mais cientistas e profissionais do meio ambiente. Estima-se que, hoje, o brasileiro médio produz cerca de 300 quilos de lixo por ano, sendo que ainda há um crescimento de 10% a cada ano que passa.

Buscando driblar o problema e oferecer uma solução sustentável para sua comunidade, os empresários Eduardo Schuster e Fernando Nielsen da Silva, aliados ao colega Gilmar Colla e auxiliados pelo engenheiro e diretor de projetos Patrick Miola, conseguiram criar, como os mesmos chamam, 'uma solução tupiniquim para um problema nacional.'

Com auditorias no IMA e Senai, o projeto dos empreendedores da PRO Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Santer Empreendimentos, já em desenvolvimento há meia década, conseguiu, recentemente, atingir o grande objetivo de transformar resíduos orgânicos em energia termelétrica.

O processo se deu através da gaseificação do lixo.

Pensado inicialmente para usinas modulares, o proceso tem capacidade de gasificar até 200 toneladas de resíduos sólidos por dia, transformando os descartados em energia utilizável.

Adolescente cria canudo biodegradável em Campinas (Link para post)

O dispositivo consegue separar os gases em uma câmara inicial, com poder incinerador, e em seguida faz o processamento dos resíduos em uma segunda subcâmara, o que elimina vapor para a atmosfera.

Que, ao invés de ser desperdiçado, é claro, gera energia elétrica, resultado de uma operacionalização rápida e eficaz:

'Como o lixo não é uniforme, o grau de redução de volume varia. Trabalhamos com redução das emissões e controle permanente das mesmas.' Detalhou Miola. 'Caso algo tóxico passe pela triagem e o sistema detecte a emissão de gases tóxicos, por exemplo, o processo cessa imediatamente.

Apesar da solução encontrada a produção de energia, o processo ainda não é 100% limpo!

Inclusive, o destino das cinzas resultantes está em estudo; no entanto, cogita-se a utilização delas na produção de cimento.

Usinas Eólicas no Brasil já podem gerar tanta energia quanto Usina de Itaipu (Link para post)

Apesar de ainda estar em desenvolvimento, o sistema já recebeu destaque, tendo sido agraciado com o Prêmio Fritz Müller, um dos mais cobiçados da Fundação Meio Ambiente:

'É importante que se privilegiem neste momento de retomada do país projetos nacionais para resolver nossos problemas', Schuster reitera, 'sem a necessidade de importar equipamento que, muitas vezes, não atende nossas necessidades.'

Segundo Nilson, que têm ciência que aterros sanitários e lixões são destino para mais de metade do lixo gerado, estes espaços estão sobrecarregados e são uma grande fonte de contaminação dos lençóis freáticos.

Sem mencionar, também, que impulsionam a proliferação de insetos e transmissão de doenças.

'Muitos destes aterros têm mais de 30 anos, foram feitos sem medidas de contenção, e mesmo os que tem medidas para evitar a contaminação do solo estão sendo sobrecarregados', Nilson afirma.

Como se não bastasse, seu parceiro Schuster ainda acredita que o atual direcionamento do lixo custa caro para os cofres públicos: em média, resíduos produzidos no país viajam cerca de 100km antes de chegar a seu destino final.

Este transporte, por si só, é mais custoso que o valor pago pelo armazenamento dos descartáveis.

Schuster ainda defende que as usinas de processamento sejam realocadas mais proximamente dos municípios, para que orçamentos possam ser cortados e as próprias comunidades tenham um retorno com a produção de energia, algo que, fora do Brasil, não é novidade.

'O destino que damos hoje [ao lixo] resulta em grande emissão de metano, que é o principal responsável pelo efeito estufa, com participação 25 vezes maior que o CO2', defende o empresário.

Para preencher as lacunas de produção, o grupo já tem planejado três usinas-modelo para os próximos três anos, sendo que uma delas já está em negociação e deve ser concluída dentro dos próximos 12 meses.

 

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