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Dezenas de ativistas ambientais são presos em Londres

Dezenas de ativistas ambientais são presos em Londres

Oitenta e cinco pessoas foram detidas, dentre os milhares de protestadores que ocuparam cinco das principais pontes do Rio Tâmisa.

O grupo, que incluia desde famílias a pensionistas, começou a juntar-se nos mais famosos pontos de travessia da capital britânica às 10 da manhã do último sábado.

Uma hora depois, todo o acesso já estava impedido, no que foi declarado pelos jornais como um dos maiores atos de desobediência civil, pacífica, de toda a História do Reino Unido.

Dentre as ações tomadas, pessoas abraçaram-se para impedir a passagem de carros e até mesmo cantaram músicas.

As pontes de Southwark, Blackfriars, Waterloo e Lambeth foram aquelas impactadas pela paralisação; além de servirem de links importantes para o funcionamento do transporte público em Londres, elas são famosos pontos turísticos.

 

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Os ativistas buscam pressionar o governo para tratar com mais seriedade - e urgência - as mudanças climáticas, que, ao norte do Reino Unido, na Escócia, já ameaçam fazer o nível do mar subir perigosamente.

Além dos bloqueios, eles reuniram-se também na Praça do Parlamento para proferir discursos.

Roger Hallam, um dos estrategistas, disse ao jornal britânico The Guardian que o protesto excedeu expectativas e foi 'fantástico'.

'Eles não podem fazer nada', diz Hallam, 'a não ser que comecem a atirar em nós, e obviamente não farão isto.'

 

O grupo organizador, chamado Extinction Rebellion, traduzido livremente como Revolução da Extinção, quer que o Parlamento comece a tratar as ameaças climáticas e a extinção de biodiversidade como crise nacional.

Alice, 19, de Bristol, é uma das manifestantes:

'Eu peguei um ônibus de Bristol para Londres às 3 da manhã para não perder o evento', ela disse, 'e estou muito feliz de ter feito parte. Acordar àquela hora foi um pequeno inconveniente pessoal, mas permitiu-me fazer parte de uma rebelião.'

Para Alice, assim como muitos outros jovens, o momento será lembrado pelos livros de História.

 

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Jenny Jones, do Partido Verde Britânico, foi outra que uniu-se aos protestos nas pontes:

'Nós chegamos ao ponto que, se não começarmos a agir agora, e agir rápido, vamos acabar com o meio ambiente', defende Jones. 'É ok pensarmos que somos um país rico - a sexta maior economia do mundo - mas, na verdade, nós não somos melhores que nenhum outro porque as mudanças climáticas vão nos afetar igualmente.'

Segundo Jones, os políticos falharam em cumprir promessas e, consequentemente, falharam em garantir a segurança do ecossistema e da população. Logo, as pessoas não têm escolha senão protestar.

Além do resultado nas pontes, mais de 60 pessoas também foram detidas em protestos pacíficos em ruas ao redor da capital, e segundo o próprio Extinction Rebellion, ações semelhantes foram desempenhadas em outros centros urbanos, tanto dentro do país quanto fora.

Para as mentes por trás do ambicioso projeto, ocupar ruas é um sinal cívico de descontentamento que pode influenciar políticos a tomar medidas drásticas e necessárias. 'Nós estamos preparados para arriscar tudo por nossos futuros', bradam manifestantes.

Objetivamente, o foco é fazer o governo reduzir as emissões de carbono (CO2) para zero até 2025, e estabelecer uma 'Assembleia Popular', como aquela estabelecida na Segunda Guerra Mundial, para que planos e estratégias que beneficiem os movimentos-verde sejam discutidos.

 

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Até o momento, Extinction Rebellion já arrecadou cerca de 50 mil libras, ou cerca de, aproximadamente, 270 mil reais, só em doações de pequena escala.

Ao redor da ilha, grupos locais vêm reunindo-se em protesto às prisões, e ainda mais ônibus repletos de ativistgas vêm chegando, desde Bournemouth, no extremo sul, até Newcastle, no norte.

Além do apoio público, os envolvidos têm o aval de inúmeros acadêmicos e cientistas britânicos de peso, além do Arquibispo de Canterbury, Rowan Williams.

'Mesmo que nossas perspectivas acadêmicas e áreas de especialização sejam diferentes, nós estamos unidos neste ponto: não toleraremos a falha deste, ou de qualquer governo, em tratar com emergência a crescente crise ecológica', lê-se em carta conjunta publicada pelos doutores no The Guardian. 'A ciência é clara (...) e é imprescindível para nós que nossas crianças, e suas futuras crianças, não sofram com um desastre causado unicamente por nós.'

Espera-se que, nas próximas semanas, 11 outros eventos similares aconteçam nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França e até Austrália.

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