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Ecofeminismo: O Papel da Mulher na Preservação do Meio Ambiente

Ecofeminismo: O Papel da Mulher na Preservação do Meio Ambiente

Outubro é um mês de grande impacto para as mulheres brasileiras - e não brasileiras, também.

 

Nestes 31 dias, esforçamo-nos para disseminar e esclarecer conhecimentos acerca de um diagnóstico que preocupa - e com razão - cidadãs do gênero feminino: o câncer de mama (para saber mais sobre, basta acessar o site oficial do governo através desta aba). No entanto, além de expormos a questão e buscarmos auxiliar nossas leitoras a buscar informações pertinentes, postagens em redes sociais não são o suficiente.

É preciso tratar, paralelamente, da inserção do corpo feminino nos mercados de trabalho e nos meios de convivência social, com todas as suas particularidades e desafios, e é por isto que nós, do Instituto G4, abordaremos o mês de outubro de uma forma diferente. Além de investir em nós o poder conscientizar a mulher de seu próprio corpo e de questões de saúde, estas oportunas semanas também permitem que abordemos o papel desta figura no meio ambiente. E, por vezes mais especificamente ainda, no segmento laboral do meio ambiente.

 

Mas o que é ecofeminismo? E ele serve para mim?

Isto dito, antes de adentrar qualquer tópico, introduziremos às nossas leitoras, que em grande parte são profissionais da área, o conceito de ecofeminismo.

Segundo Mary Mellor, editora da New York University Press, ecofeminismo é, em tradução livre:

'(...) um movimento que enxerga uma conexão entre a exploração e degradação do mundo natural e a subordinação e opressão de mulheres.'

O movimento emergiu em meados dos anos 1970, paralelo à segunda onda feminista, e traz, numa vertente só, elementos do feminismo e movimento verde, enquanto, ao mesmo tempo, oferece questionamentos a ambos. Do segundo, importa as preocupações do impacto das atividades humanas no planeta, enquanto, do primeiro, o senso de que a humanidade, em sua divisão de gênero e com todos os privilégios fálicos que isto implica, subordina, explora e oprime mulheres.

 

Mas de onde surgiu essa ideia?

 

O movimento ecofeminista moderno nasceu de uma série de conferências e workshops nos Estados Unidos, através de uma coalisão de perfis acadêmicos e profissionais de mulheres ao fim dos anos 1970 e início dos anos 1980. Elas uniram-se para discutir como os dois ativismos - ambientalismo e feminismo - pdoem ser combinados para promover respeito para o gênero histórica e culturalmente subordinado.

A teóloga Rosemary Ruether, uma das fundadoras da ideologia, insistiu que todas as mulheres devem reconhecer os problemas e trabalhar para livrar a natureza da opressão humana, encontrando, objetivamente, conexão entre tal subjugação e a delas próprias.

 

Quem segue o ecofeminismo hoje?

Ao fim dos anos 1980, a teoria já tinha crescido para além de sua bolha acadêmica e tornado-se um movimento popular. Muitas acadêmicas citam a teorista feminista Ynestra King como a causa desta popularização, devido a seu artigo What Is Ecofeminism? Do ingles, 'O que é o Ecofeminismo?' foi publicado no The Nation, veículo de grande circulação da época, e, com o auxílio do artigo de King, o conceito ganhou apoio público e filosófico.

Agora que você já sabe o que é ecofeminismo, convidamos você, leitora ou leitor, para acompanhar-nos nesta empreitada!

Muito além de um mês conscientizador acerca de uma questão de saúde pública, outubro também inclui a luta nacional contra a violência à mulher (10-09), que, por sinal, está intimamente atrelada ao movimento discutido.

 

Para ler mais sobre ecofeminismo através de fontes igualmente seguras, acesse os seguintes links:

  1. Women and Life on Earth;
  2. Ecofeminism and Cultural Ecofeminism;
  3. How Ecofeminism Works.

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