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Entenda como seu cobertor (sim!) pode poluir o Meio Ambiente

Entenda como seu cobertor (sim!) pode poluir o Meio Ambiente

O mundo pode estar preocupado com o destino dos resíduos plásticos - e com razão - mas é crucial que nos atentemos a outro fator.

Você sabia que em cidades universitárias com Brighton, na Inglaterra, são descartadas dezenas de milhares de cobertores todo ano?

Sim, cobertores!

Eles são ou enterrados ou incinerados, o que, de uma forma ou de outra, causa danos ao meio ambiente. No entanto, pesquisadores britânicos vêm tentado isolá-los de uma forma diferente nos últimos tempos.

Numa reunião que aconteceu em Londres ontem (22), que teve inclusive as ilustres presenças do Príncipe do País de Gales e de Michael Gove, Secretário do Meio Ambiente, discutiram-se novas propostas de maneiras inteligentes para redirecionar o uso dos materiais descartáveis.

Além de serem prejudiciais ao meio ambiente, a fabricação de cobertores de poliéster emite gases do efeito estufa, e o próprio Príncipe Charles afirma que não podemos falar de mudanças climáticas sem agir de forma mais inteligente e, indiretamente, substituir tais produtos.

Dezenas de ativistas ambientais são presos em Londres (Link para post)

O acordo feito com empresas nesta reunião foi de reduzir o lixo que pode ser evitado até 2030 - não especificou-se, publicamente, a porcentagem - e dobrar a produtividade de recursos do Reino Unido, o que significa encontrar novos proveitos para materiais já utilizados.

O centro de tratamento de Brighton, onde os experimentos do cobertor têm acontecido, têm provado que até mesmo o lixo que parece completamente inutilizável pode ter destino.

Uma das idealizadoras do projeto é Cat Fletcher, que coordena os programas na cidade e contou à BBC News que simplesmente 'odeia lixo':

'Eu odeio com todas as minhas forças', destacou, 'nós não podemos continuar jogando coisas fora como se nosso planeta tivesse recursos infinitos.'

Para Cat, é um bom sinal que mais de 40 líderes de negócios tenham assinado acordos no já citado encontro, chamado pelos jornais de Waste of Wealth.

Seu colega Duncan Baker-Brown, arquiteto do centro de tratamento, também acredita que o país obterá bons resultados depois da convenção, ainda mais no ramo da construção civil, que atua direta e nocivamente no meio ambiente:

'Você paga 20% de VAT para reformar um prédio [equivalente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços no Brasil] mas zero para demolir e reconstruir', Baker-Brown questiona, 'há incentivo para derrubar as coisas, o que é, francamente, loucura.'

Paralelamente, pesquisa feita com cerca de 2 mil adultos britânicos (publicada pelo BITC e pelo Ipsos MORI) mostra que consumidores têm consciência do agravamento do problema e querem, sim, reduzir a qauntidade de lixo produzida.

Isto desde lixo caseiro a cobertores obsoletos.

Só em 2014 o Reino Unido gerou, ao todo, 202.8 milhões de toneladas de lixo, grande parte não reutilizada.

Assista à reportagem feita com Fletcher pela BBC:

 

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by nerit