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Especialista acredita que em 20 anos comeremos grilos em Fast-Foods

Especialista acredita que em 20 anos comeremos grilos em Fast-Foods

Você já imaginou qual seria o gosto de um grilo?

Em alguns países do continente asiático, a prática de consumir insetos fritos é comum - e muito bem-vinda - embora no Ocidente ainda tenhamos um certo receio em aderir à dieta.

Insetos, quando não criados para propósitos alimentícios, podem trazer doenças e outras complicações e, além do mais, nem (sempre) são saborosos. No entanto, Dan Barber, respeitado chef norte-americano de Hudson Valley, ao norte de Nova York, acredita que, futuramente, é bem possível que os bichos sejam inclusos nos cardápios dos restaurantes.

Convidada do restaurante de Barber, que recebe o nome Blue Hill, a jornalista Emma Brockes, em sua coluna para o The Guardian, afirma que o cozinheiro tem ideias um tanto quanto peculiares para o futuro da alimentação.

Desde composições inusitadas na cozinha a alterações genéticas de sementes para que elas sejam mais saborosas, Barber (49) acredita que há grandes problemas a serem resolvidos na indústria alimentícia.

Dentre as críticas do especialista, elencadas por Brockes, estão a falta de regulações financeiras do setor, que prejudicam a agricultura sustentável e influenciam ameaças maiores como as mudanças climáticas; o cozinheiro tem, também, paixão declarada por rotação de colheitas, condições do solo e o fato agridoce de que o mercado vem produzindo bens de consumo com cada vez menos nutrientes:

'Nunca tivemos uma época em que a produção de comidas congeladas caiu de verdade. Nunca.' Comentou Barber em entrevista com a moça. 'Além disso, as únicas de fornecedores que estão aumentando de verdade nossa porção de mercado são vegetais não processados.'

Barber tem consciência que é um influenciador na área, tanto que Blue Hill é o restaurante favorito do ex-Presidente Obama.

E, segundo ele, o que causa parte de nossos distúrbios alimentares - e os problemas ambientais - é a abundância de comidas que permeia nas Américas. Antigamente, em culturas anciãs, você comia o que plantava/produzia e em quantidade necessária para realizar normalmente suas atividades diárias.

Hoje em dia, o luxo e a força do capitalismo nos trouxeram outros desafios, como a alta incidência de doenças, dentre elas a obesidade e hipertensão, em especial nos Estados Unidos, que não é exatamente famoso por ter pratos saudavéis.

No entanto, o profissional também acredita que, pelo país não ter exatamente uma cultura alimentícia fixa, com sua população dependendo, na maior parte do tempo, de fast-foods, é possível que esta seja reeducada e novos elementos sejam introduzidos, por mais estranhos que possam parecer de início.

'Isto não aconteceria no Japão, França ou Itália', atesta Barber, que reconhece que, em outros países, suas culinárias tradicionais são indispensável:

'Olha o iogurte grego', comenta, 'ele surgiu de chefs que estavam buscando sabores mais ricos. Ou então é só olhar a quinoa, ou o sushi. Todas estas coisas foram muito bem aceitas pela maioria. Eu acredito que, daqui a vinte anos, estaremos comendo grilos em fast-food ou qualquer coisa do tipo.'

Barber também chama a atenção para o boom experimentado por cervejas artesanais, levando-nos a crer que, sim, é possível que qualquer produto seja inserido em qualquer cultura, desde que as táticas sejam precisas e respeitem os costumes e gostos locais.

Retornando à cerveja artesanal, que está em alta no Brasil, há dez anos atrás sua participação no mercado era de míseros 5%. Hoje, já é de 39% (e ainda está crescendo!)

Se realmente correremos o risco de comer insetos no futuro, tanto devido aos alertas preocupantes que aconselham-nos a reduzir o consumo de carne, ou simplesmente por uma estratégia de marketing bem elaborada, não sabemos, mas alternativas estão sendo pensadas e estudadas, a todo tempo, para suprir as demandas do mercado e, simultaneamente, do planeta:

'Restaurantes podem se tornar catedrais para estas ideias', lê-se nos instantes finais do relatório de Brockes em sua visita ao restaurante. 'No passado, culinárias tradicionais tinham este status. Elas descobriam receitas e passavam à próxima geração (...)'

Em Blue Hill, a repórter garante que, além de um entusiasmado chef, você pode encontrar desde simples rodelas de beterrabas cortadas da forma mais sensível possível, a cogumelos alterados que 'têm gosto melhor que frango'.

Para ela, basta uma ida lá, e escutar as ideias de Barber, que você jamais voltará a pensar do mesmo jeito.

 

Fonte: The Guardian

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