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Por quê as Mulheres de Myanmar Estão Ajudando a Salvar o Meio Ambiente?

Por quê as Mulheres de Myanmar Estão Ajudando a Salvar o Meio Ambiente?

Myanmar é um pequeno país da Ásia continental situado entre Tailândia e Nepal, e suas mulheres estão causando uma revolução e tanto.

 

Dando continuidade ao nosso mês de conscientização acerca dos corpos femininos e do papel da mulher na luta pela preservação do meio ambiente, falaremos, hoje, das figuras de Myanmar (ou Birmânia), um país asiático com o qual podemos - e devemos - aprender uma coisa ou mais.

Como muitos países desconhecidos ao Ocidente, e distanciados das influências europeia e norte-americanas, o país do extremo-sul desenvolveu, ao longo dos anos, uma cultura ambientalista inigualável. Apesar de, claro, ser limitado ao sul pela Tailândia, e norte pelo Nepal, o que ocasiona um intercâmbio de costumes, o papel das mulheres que trabalham em instâncias rurais continua inalterado.

De aproximadamente 55 milhões de pessoas que residem no país, 51.16% são mulheres, e grande parte delas, por ter contato com a cadeia produtiva e principalmente devido à sua inserção no meio rural, buscou, e ainda busca, formas criativas e práticas de lidar com as questões climáticas e os desafios impostos pela opressão humana ao meio ambiente.

 

Ecofeminismo: O Papel da Mulher na Preservação do Meio Ambiente

 

Como atesta Thin Thin Aye, ativista e feminista birmanesa, em seu estudo de caso acerca das contribuições femininas ao meio ambiente na cidade de Ngaputaw, as mulheres de sua sociedade têm uma tradição de importarem-se com o tratamento da natureza. Segundo Aye, desde crianças, garotas birmanesas são treinadas para assumir postos de trabalho dentro e fora de casa, e é bastante comum ver, no interior, estas extraindo água conscientemente e produzindo madeira para lareiras.

 

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Inúmeros estudos acerca deste padrão de comportamento mostram que, no país, mulheres são participantes ativas na gestão ambiental, e contribuem ativamente para a reabilitação e conservação dos recursos.

Mesmo não ocupando posições de liderança nesta sociedade em específico, as mulheres, através de seus papéis como fazendeiras e trabalhadoras rurais, têm uma conexão profunda com o ecossistema em que vivem e, portanto, extraem conhecimentos valiosos dele.

Segundo Shiva (1998) são as relações patriarcais que empurram o gênero feminino para o segundo plano, uma vez que a grande maioria das propriedades rurais, e dos assuntos relacionados a meio ambiente, são manejados por homens que, naturalmente, têm menos inibição e acesso à informação que mulheres. Como aprendemos com o ecofeminismo, e através dos costumes das birmanesas, Shiva ainda argumenta que tanto patriarcado, quanto capitalismo, subjugam a mulher o meio ambiente, e o legal é que elas estão, quase que inconscientemente, combatendo isto!

Essas birmanesas estão mesmo fazendo um ótimo trabalho, né? Go, girls!

Clique aqui para conferir todo o estudo na íntegra.

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