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Geotecnologias acusam que 125 hectares de floresta foram perdidos em Brumadinho

Geotecnologias acusam que 125 hectares de floresta foram perdidos em Brumadinho

Em análise feita pelo WW-Brasil, baseada em imagens de satélite da ruptura da barragem de Brumadinho e mapas que já haviam sido divulgados, é possível já estimar o quanto de cobertura florestal foi perdido com o ocorrido.

Aproximadamente 125 hectares de floresta estão tomados por lama, o equivalente a um milhão de metros quadrados, ou 125 campos de futebol.

O dado foi extraído de um cruzamento de dados entre informações do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil e imagens de satélite que vêm surgindo de fontes diversas, dentre elas, aquelas do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, Defesa Civil NacionalInternational Charter Space & Major Disasters.

O que os imagens obtidas através de Geoprocessamento dizem?

A área prejudicada pelo rompimento da barragem de contenção de rejeitos de mineração do Córrego do Feijão não é formada só por Mata Atlântica, mas também Cerrado, que começa poucos quilômetros rio abaixo.

Levando em consideração a área de lama computada no dia 27, a perda de habitat afetou blocos inteiros de floresta, dividindo suas seções e dificultando a ligação entre as áreas.

E, logo, a vida dos animais nativos que tentaram, ou até ainda podem estar tentando, escapar do desastre:

"O setor de mineração precisa pesquisar e investir em processos de menor impacto e risco, como nos processos secos, que não envolvem barragens de rejeitos e promovem uma mudança em todo o sistema de produção", Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil, afirma. "Essas mudanças urgentes devem ser impulsionadas por fortes regulamentações ambientais."

É evidente, naturalmente, que grande parte da fauna foi perdida, em especial a aquática.

Nos trechos mais afetados, o rio deixou de existir e foi substituído por pura lama, destruindo quase que instantaneamente as espécies que ali viviam. A fauna terrestre é igualmente impacta, uma vez que necessita de água para sobreviver.

O curso dos sedimentos ainda não foi interrompido, e eles seguem o Rio Paraopeba; é provável, agora, que sejam retidos somente na represa da UHE Retiro Baixo.

Ainda assim, sedimentos menos robustos continuarão sendo carregados pelo rio, e é impossível prever onde eles irão parar ou sequer se irão diluir. A mudança no ecossistema é grave, e afetará a vida aquática até mesmo no Rio São Francisco.

Impacto na População Humana

Além da destruição de fauna e flora, seres humanos que dependem do Rio Paraopeba, um grande afluente do Rio São Francisco, terão sua água contaminada, em especial na região Nordeste.

É possível que, num futuro próximo, milhões de brasileiros tenham sua segurança hídrica comprometida.

Além do mais, caso os rejeitos cheguem ao reservatório da usina hidrelétrica de Três Marias, uma das maiores a nível nacional, a capacidade de geração de energia da usina será profundamente afetada, o que causará impactos catastróficos.

Três Marias regula as águas que correm para o complexo hidrelétrico de Sobradinho/PauloAfonso/Xingó, que gera 95% de toda a energia do Nordeste.

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