Nosso Blog

Confira nossas novidades!

Veja outros Posts

Mais da metade das espécies de Café do mundo podem ser extintas

Mais da metade das espécies de Café do mundo podem ser extintas

Um estudo do Royal Botanic Gardens (Reino Unido) apontou que mais de metade das espécies de café selvagem correm risco de extinção.

As causas são diversas mas, dentre as principais, estão o desmatamento, as mudanças climáticas e a disseminação e aumento de pragas - e fungos - patogênicos.

Esta foi a primeira vez que estudiosos avaliaram, oficialmente, detalhes de espécies de café incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla original).

Depois de mais de 20 anos de pesquisa, o resultado é de preocupação com o futuro da produção global de café.

Entre os mais ameaçados, inclui-se o Coffea arabica, aquele que é mais amplamente comercializado no mundo, inclusive no Brasil.

O trabalho foi realizado focando locais selvagens, em especial florestas remotas do continente Africano e na ilha de Madagascar, um de seus principais país-ilhas.

Utilizando modelagem por computador, foi possível que pesquisadores projetassem como as Mudanças Climáticas afetariam espécies de café na Etiópia, por exemplo, mostrando que o número de locais onde o "arábica" cresce poderia diminuir em até 85% até 2080, caso as questões ambientais não sejam abordadas com seriedade.

Já em 2017, a atenção da equipe foi desviada para a influência destas mudanças na cafeicultura como um todo, mostrando que até 60% da terra para a produção de café da Etiópia pode tornar-se inadequada para uso até o final do século XXI.

Isto traduz-se na assustadora ameaça de extinção de mais de 60% de diferentes espécies de café até o ano 2100.

Atualmente, o comércio global de café depende de somente duas espécies - a já mencionada arábica (60%) e a robusta (cerca de 40%) - no entanto, devido às constantes ameaças, outras espécies poderão ser consideradas para produção e consumo:

"Entre as espécies ameaçadas de extinção estão aquelas que têm potencial para serem usadas no desenvolvimento dos cafés do futuro, incluindo aquelas resistentes a doenças e capazes de resistir à piora das condições climáticas." Comentou o Dr. Aaron Davis, líder de pesquisa de café do Royal Botanic Gardens. "O uso e desenvolvimento dos recursos de café silvestre podem ser fundamentais para a sustentabilidade a longo prazo do setor cafeeiro."

O Brasil é, atualmente, o segundo maior consumidor de café do mundo.

De acordo com a Embrapa Café, espera-se que a demanda brasileira pelo bem de consumo alcance - ou até supere - a norte-americana até 2021, quando estima-se que 25 milhões de sacas serão atingidas, com uma projeção da taxa média anual crescendo mais de 3%.

Interessado em saber mais? O estudo, chamado High extinction risk for wild coffee species and implications for coffee sector sustainability (em tradução livre, Alto nível de extinção para espécies selvagens de café e implicações para a sustentabilidade no setor cafeeiro) pode ser conferido em sua íntegra, em inglês, aqui.

Deixe seu Comentário

Você também pode se interessar

© Ibracam

by nerit