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'Nós temos 12 anos para salvar o planeta', sentencia a ONU

'Nós temos 12 anos para salvar o planeta', sentencia a ONU

No último encontro da ONU, que aconteceu nesta segunda (03) definiu-se que grandes cortes na emissão de carbono, e maior seriedade nas discussões acerca das mudanças climáticas, são necessárias caso desejemos verdadeiramente salvar o planeta.

Para a ONU, esta geração, nossa geração, será a última capaz de prevenir que um aquecimento global catastrófico aconteça.

Caso contrário, seremos os primeiros a sofrer as consequências.

Quase 200 nações estão em reunião na Polônia por duas semanas, estabelecendo táticas para garantir que o Acordo de Paris (2015) seja respeitado, e seus objetivos tornem-se realidade.

O esperado é que a temperatura média global aumente em até 3ºC, o que pode fazer com não haja gelo no Ártico já em 2040, e que os recifes de coral desapareçam completamente.

Como discutido nos primeiros instantes do encontro, os últimos quatro anos foram os mais quentes da História, dos quais temos registros, e as emissões de gases prejudiciais à nossa estratosfera voltaram a subir, logo quando a camada de ozônio apresentava sinais de recuperação.

Para os cientistas presentes, ações que regulem tais emissões devem ser intensificadas em cinco vezes para limitar o aumento da temperatura para 1.5º C, o que ainda assim traria impactos danosos.

Além das questões ambientais, as desavenças políticas apresentam desafios também.

Tanto o presidente Donald Trump (Estados Unidos), país responsável por uma porção considerável das emissões de poluentes, que recusa-se a acreditar nos estudos comprovados, como o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que considera unificar os Ministérios do Meio Ambiente e Agricultura, são enxergados como ameaças aos tratados:

'Nós somos verdadeiramente a última geração capaz de mudar o curso da situação', discursou Kristalina Georgieva, CEO do Banco Mundial, que anunciou, recentemente, a distribuição igualitária de 100 bilhões de dólares entre projetos ambientais.

Nos últimos tempos, somente 5% do fundo global pelo meio ambiente foi destinado a projetos protecionistas, mas as recentes ondas de calor tanto na Europa, quanto na América - em especial aquela vivenciada na Califórnia, que causou incêndios catastróficos - o Banco comprometeu-se com uma melhor distribuição dos valores.

Para o Professor Patrick Verkooijen, CEO do Global Centre on Adaptation, o debate climático 'não pode mais ser pautado somente nas causas': é preciso que sejam discutidos as bilhões de pessoas, sem contar outras espécies animais, sendo colocadas em risco pela irresponsabilidade humana.

No encontro, nações mais ricas prometeram doar 100 bilhões de dólares ao ano para ajudar países mais pobres a adaptarem-se às mudanças climáticas e desenvolverem métodos de geração de energia mais limpa.

Para a ONU, temos cerca de 12 anos para salvar o mundo:

'Apesar das posições dos Estados Unidos e Brasil, a China, a Europa e outras grandes nações podem auxiliar-nos a atingir a meta', contra-atacou Jiang Kejun, do Energy Research Institute'Dois anos atrás, eu não acreditaria que poderíamos reduzir o possível aumento para 1.5º C, mas agora, olhando as opções que temos, tenho confiança que isto pode ser feito (...)'

As catástrofes climáticas têm acontecido mais rapidamente, e com mais incidência, que inicialmente esperado.

No entanto, acredita-se que, após o término das negociações, mais líderes políticos reconheçam que um aumento superior a 1.5º C é extremamente perigoso à nossa sobrevivência.

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