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Nossa crise econômica nos salvou do maior Apagão da nossa História

Nossa crise econômica nos salvou do maior Apagão da nossa História

Instalou-se recentemente, na Bahia, ao nordeste do Brasil, uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante.

Responsável por transformar a luz solar em energia elérica, a planta piloto é um projeto da Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf), alocada na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, e já deve entrar em funcionamento neste próximo mês de dezembro.

O sistema de geração de energia fotovoltaica contrabalaceiam outros métodos, como geração de energia eólica e hidrelétrica, e, até então, havia sido testado somente no solo.

Um dos objetivos da Companhia é, dentre tantos, avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto. Simultaneamente, informações valiosas já foram concedidas ao público, que dizem respeito tanto à nossa situação enquanto nação, como o destino dos processos de geração de energia e seus possívels impactos ambientais.

A plataforma flutuante do Sobradinho tem 7,3 mil módulos de placas solares, com uma área total de 10 mil metros quadrados e capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp).

Quando a estrutura for finalizada, com 5 MWp, ela pode contar com 35 mil módulos e 50 mil metros quadrados, sob um investimento de R$56 milhões.

Reconhecendo o projeto como mais sustentável, uma vez que, primeiramente, ele gera energia mais limpa, o Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, visitou o local no último dia 28 e atestou que o modelo centralizado do setor energético brasileiro deve ser repensado, já que não beneficia o consumidor.

Dentre os pontos defendidos, está a diversificação da matriz energética:

'No Nordeste, por exemplo, temos que criar um modelo que permita que o vento e o sol, fontes de energia mais baratas, possam beneficiar os consumidores', diz o Ministro, embasando seu discurso nas potencialidades climáticas e ambientais de cada região brasileira.

Para ele, havendo viabilidade, é preciso fornecer condições para que a fonte de energia fotovoltaica possa ser desenvolvida em peso no país, com equipamentos produzidos nacionalmente e a baixo custo, de forma que o brasileiro não continue pagando a 'energia mais cara do mundo':

'Se não tivéssemos tido a maior crise econômica da nossa História, teríamos tido o maior apagão (...)', continuou, 'estamos aqui buscando abrir a mentalidade, os hábitos, a cultura do setor elétrico brasileiro para conviver com inovação. Não dá para se repetir os mesmos métodos, ter os mesmos modelos que têm gerado uma das energias mais caras do mundo.'

Com relação ao Chesf, seus técnicos estudarão a eficiência da tecnologia fotovoltaica resfriada naturalmente pela água e vento, uma vez que as placas instaladas em terra ocasionam em perda de eficiência do processo quando a incidência solar é excessiva.

Além disso, impactos ambientais também serão levados em conta na pesquisa.

Segundo um dos técnicos, a planta de 1MWp aparentemente não causaria qualquer degradação significante, mas caso a ampliação para usinas de 30 MWp ou 100 MWp sejam feita, será preciso monitorar e analisar o comportamento da fauna aquática.

Adicionalmente, devem ser instalados contêineres de conversão da energia em corrente contínua, a mesma produzida pela plataforma, para energia alternada, que é a ideal a ser enviada às linhas de transmissão das usinas hidrelétricas.

De acordo com Rafael Shayani, especialista em engenharia elétrica e professor da Universidade de Brasília, espera-se que, até 2050, com o crescimento do país, o consumo de energia triplique, o que torna a pluralização dos métodos de geração ainda mais importante:

'Quando você produz energia com uma fonte solar você está postergando a construção de uma nova hidrelétrica e evitando que uma termelétrica, que queima combustível fóssil e emite gás do efeito estufa, seja ligada', defendeu.

Shayani ainda afirma que a Alemanha já utiliza a tecnologia, até mesmo no âmbito residencial, há mais de 20 anos, e teve resultados fantásticos.

Além dos benefícios ambientais do projeto, Shayani acredita que o bolso do trabalhador será aliviado caso o processo seja adotado a nível nacional, uma vez que, com ele, o consumidor gera e utiliza sua própria energia durante o dia, enquanto o excedente é entregue às distribuidoras.

À noite, esta energia é retornada; com isso, há uma compensação na conta de luz ao final do mês.

Em outras palavras, investimento em energia solar gera energia limpa e lucro, e o Brasil só teria a ganhar.

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by nerit