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O Ser Humano está ligado à extinção da Tartaruga Gigante

O Ser Humano está ligado à extinção da Tartaruga Gigante

Parece que não é de hoje que o ser humano é agressivo com outras formas de vida no meio ambiente.

De acordo com um estudo coordenado pelo PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), fomos nós - no caso, nossos ancestrais - que ajudaram a extinguir uma espécie rara de tartaruga gigante quase 3 mil anos atrás.

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O estudo comprova que nossa espécie, desde o início dos tempos, participou ativamente no processo de extinção de animais, em especial os gigantes, tratados pela ciência como parte da já inexistente 'megafauna'.

Um time australiano de pesquisa descobriu, durante escavações em Vanuatu, ilha situada a algumas milhas da costa da Austrália, ossos de pernas destas tartarugas, mas não suas cascas ou crânios, indicando que, possilvemente, estas partes foram consumidas.

Os ossos datam de apenas 200 anos após a chegada dos humanos, o que indica pesadamente que estas tartarugas foram, sim, levadas à extinção na busca por carne.

No entanto, elas duraram muito mais tempo que qualquer outro espécime da megafauna, incluindo os mamutes.

A megafauna australiana chegou a seu fim quase 50 mil anos atrás - pouco tempo considerando o ciclo terrestre - mas as famigeradas tartarugas gigantes sobreviveram, aparentemente, até os Lapita, membros de uma tribo indígena, chegarem à ilha.

As causas do fim deste período estão em debate já há 150 anos, desde que Charles Darwin encontrou os restos de bichos-preguiça gigantes no Chile.

Além da caça humana, as mudanças climáticas também podem ter influenciado o processo, e acredita-se que até mesmo a chegada de um meteoro cataclísmico tenha acelerado o fator.

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O time de pesquisadores, liderado pelo conceituado professor Matthew Spriggs, da Universidade Nacional da Austrália (Canberra), descobriu um 'cemitério' repleto de ossos na ilha de Efate, outro famoso point dos Lapita.

As tartarugas estudadas, parte de uma espécie nunca antes vista e pertencentes ao gene Meiolania, chegavam a atingir dois metros e meio de comprimento e portavam até mesmo chifres nas cabeças.

Criticando positivamente os achados do estudo, o professor Chris Turney da Universidade Exeter (Reino Unido), elogiou Spriggs, chamando seu trabalho de 'excepcional':

'A tartaruga é realmente um espécime incrível - uma besta que permaneceu entre nós por dezenas de milhões de anos, sobrevivendo quase como relíquia nesta ilha', acrescentou, 'ao menos até o ser humano chegar e acabar com elas em pouco mais de 200 anos.'

Não somente as tartarugas gigantes, mas também mamíferos gigantes e aves de grande porte foram caçadas até entrarem em extinção.

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Os resultados têm impactos gigantescos para a humanidade, uma vez que nos ensina, através de achados simples, que nosso comportamento destrutivo permeia todo nosso período de existência neste planeta.

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