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O uso de drones no monitoramento do vazamento de óleo no nordeste brasileiro

O uso de drones no monitoramento do vazamento de óleo no nordeste brasileiro

Depois do desastre de Brumadinho este ano, que também trouxe mudanças drásticas a diversos ecossistemas e foi notícia em todo o mundo, o vazamento de óleo na região nordeste do Brasil vem preocupando tanto ambientalistas como a comunidade internacional.

 

O que aconteceu?

Por dois meses, óleo vem aparecendo em milhares de quilômetros de praias brasileiras, manguezais e recifes nas margens dos nove Estados que compõem o Nordeste. De acordo com dados levantados pelo Ibama, 238 locais foram afetados, incluindo algumas praias que são famosas e atraem turistas.

Não se sabe, no entanto, qual a causa exata do vazamento ou uma data específica do seu início, uma vez que o governo somente se pronunciou a respeito pela primeira vez no dia 2 de setembro. A população também ficou em alerta somente nas semanas mais recentes.

O ocorrido causou tanta mobilização nas redes sociais que civis decidiram se movimentar e limpar as praias por conta própria, em meio a uma falta de resposta mais ágil das autoridades brasileiras ao problema.

A origem do petróleo ainda é um mistério, e tanto o governo brasileiro, como especialistas vem apontando causas diferentes. No entanto, na última sexta (25) a Petrobras afirmou que o óleo foi produzido em três campos de exploração da Venezuela, famosa por suas reservas naturais, mas ainda não se sabe ao certo como ele chegou ao litoral brasileiro.

Durante o início das discussões, pensava-se que os resíduos poderiam ter vindo da lavagem do tanque de um navio no mar, mas agora o governo brasileiro já descarta a possibilidade, levando em consideração a quantidade de material vazado.

 

Como o governo brasileiro vem reagindo?

Após mobilização popular, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (o já citado Ibama), os governos estaduais dos Estados afetados e a Marinha se envolveram no processo de limpeza, com 5 mil homens do Exército sendo enviados à região para auxiliar nos esforços.

Como este óleo não flutua, 'os métodos convencionais são ineficazes', como afirma o Ibama. Logo, o objetivo é coletar o óleo que chega às praias. Ao mesmo tempo, o atual Ministro do Meio Ambiente vem causando controvérsia ao insinuar que ONGs são responsáveis pelo vazamento.

 

Como os drones tem ajudado no monitoramento do vazamento do óleo?

Os drones são ferramentas indispensáveis aos órgãos ambientais e aos profissionais de meio ambiente durante a análise e controle de danos ambientais. Já vimos eles sendo utilizados em Brumadinho no início do ano dentro do contexto do Geoprocessamento, e fizemos inclusive ma série de vídeos no YouTube a respeito, que você pode conferir na íntegra clicando aqui.

Os drones, em si, são grandes marcos de tecnologia que mudaram o nosso cotidiano enquanto profissionais.

Com sua popularização, vários setores do ramo ambiental tem utilizado os pequenos robôs em suas atividades, como a construção urbana, agricultura, mineração e outros. E, durante uma entrevista concedida na última sexta a uma rádio, Ricardo Rodrigues, sargento da Marinha, afirmou que drones vem sido empregados também para monitorar a parte do litoral que fica na divisa da Paraíba e Pernambuco.

Estes são dois dos Estados que mais têm sofrido com o vazamento. Como afirma Rodrigues, 'como foram agora intensificados os monitoramentos, temos agora ajuda de drones no litoral tanto na faixa de areia, como água.'

O impacto ambiental que tal evento ocasionou é notório, mas este tipo de situação também nos alertar para desenvolvermos formas de prevenir e monitorar tragédias como esta.  Uma vez munidos de drones, a guarda costeira, associada do conhecimento da movimentação das correntes marítimas, pode não só antecipar o momento e o local da chegada dessas manchas de óleo na costa, quanto determinar o volume do óleo derramado.

Posteriormente à tragédia, as informações geradas por um mapeamento aéreo são fundamentais para elaborar planos de ação que visem mitigar os impactos e transtornos gerados.

 

O que acontecerá agora?

O vazamento de óleo no litoral nordestino terá impactos negativos que durarão por anos. O petróleo vem atigindo o litoral há mais de 60 dias e pode danificar, até mesmo de forma permanente, o ecossistema marinho, a economia local e a saúde humana. Estas são palavras de Tiago Marinho, doutorando da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do biólogo André Maia, entrevistados pelo jornal EL PAÍS.

Outros especialistas consultados pela mídia também acreditam que, no momento, o Brasil vive 'a maior tragédia ambiental de sua história', com uma sucessão de ocorridos infelizes desde o início do ano. Dentre eles, estão o já citado incidente de Brumadinho, os fogos na Amazônia, e agora o vazamento de petróleo nas costas.

Para Marinho, o nível de contaminação química do petróleo é 'altíssimo'. Ele estuda a influência dos elementos no ecossistema e na vida do ser humano e é, também, ativista da ONG Greenpeace.

Autoridades nacionais sugeriram, inclusive, que o Greenpeace foi responsável pelos vazamentos. No entanto, tais rumores já foram esclarecidos e provados errados. Na última semana, o Governo de Pernambuco confirmou que irá investigar, com o auxílio de oceanógrafos da UFPE, a extensão do dano em águas estaduais.

 

Exclusividade do IBRACAM: Imagens Aéreas do Litoral Brasileiro com Phantom 4

Para mostrar como os drones podem ser utilizados nestas situações emergenciais, e como ele também pode capturar imagens valiosíssimas de regiões extensas que ajudam posteriormente em atividades de mapeamento, o IBRACAM, com auxílio do ministrante do curso Mapeamento Aéreo com Drones, Anderson Vieira, reuniu imagens aéreas do litoral brasileiro com o Phantom 4, um dos mais potentes drones da atualidade.

Confira ao vídeo impressionante abaixo:

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© Ibracam

by nerit