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ONU acredita que Governos Nacionalistas incentivam Mudanças Climáticas

ONU acredita que Governos Nacionalistas incentivam Mudanças Climáticas

Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou sem medo que a grande incidência de ondas nacionalistas em inúmeros países têm reduzido os incentivos políticos para combater as adversidades ambientais.

Citando o Acordo de Paris, que foi adotado na 21ª Conferência das Partes (COP21) da UNFCCC, em Paris (França), o Secretário lembrou-nos, em entrevista, que o principal objetivo hoje da ONU é reforçar a capacidade dos países de lidar com impactos decorrentes das Mudanças Climáticas.

Tendo sido aprovado pelos 195 países que fazem parte da UNFCCC, com o intuito de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), o compromisso almeja manter o aumento da temperatura média global em menos de 2º C, acima dos níveis pré-industriais, e envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5º C.

Para o alcance do objetivo final do Acordo, os governos envolveram-se na construção de seus próprios compromissos, a partir das chamadas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC, traduzido do inglês).

Por meio destas, cada nação apresentou sua contribuição, mesmo que mínima, para a redução de emissões dos gases de efeito estufa.

No caso do Brasil, após a conclusão do processo de ratificação do Acordo, o instrumento foi entregue às Nações Unidas, tornando as metas brasileiras compromissos oficiais.

Até o momento, não é provável que quebraremos o pacto internacional, como fez Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, mas Guterres, e inúmeros ativistas ambientais, preocupam-se com o destino do meio ambiente nas mãos de Jair Bolsonaro, nosso último Presidente eleito, dentre outros:

'O que foi acordado em Paris não é suficiente', Guterre admite. 'Fora que os países do Acordo sequer estão atendendo às expectativas iniciais.'

Bolsonaro, Trump, Salvini (da Itália) e Áder (Hungria) preocupam o Secretário pontualmente, uma vez que todos lideram movimentos nacionalistas de extrema direita, e tal prática de governo é conhecida por 'uma falta de incentivo político' no que refere-se às questões ambientais (segundo o próprio).

As afirmações de Guterre têm embasamento: até o momento, a retórica de Bolsonaro quando o assunto é Meio Ambiente é de descredulidade, como é a de Trump e outros líderes de extrema direita que empossaram cargos nos últimos anos.

Outro exemplo de movimento nacionalista que têm atrapalhado as discussões ambientais é o Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia, ação política liderada em peso pelo Partido Conservador (Tories) - e que tem desfocado a atenção para assuntos frívolos.

No entanto, Guterre prefere não culpar um ou outro governo. Para ele, a responsabilidade é de todos nós, até mesmo enquanto cidadãos:

'Este é um problema global, e todos estamos falhando', ele diz.

Ele reitera, no entanto, que ter o homem mais poderoso do mundo - Trump - desdenhando as discussões não ajuda.

Confira a entrevista completa disponibilizada pela rede britânica BBC:

 

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