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Pesquisa Indica que Mulheres Têm Mais Consciência Ambiental que Homens

Pesquisa Indica que Mulheres Têm Mais Consciência Ambiental que Homens

Para dar continuidade ao nosso mês de postagens voltadas para a mulher e sua relação com o meio ambiente, trazemos hoje uma reflexão acerca do artigo 'Gender Differences in Environmental Perspectives amongst Urban Design Professionals', publicado na Suécia em abril deste ano (2018).

Apesar de ser focado no ramo de construção e infraestrutura de prédios, partiremos da suposição que profissionais da área utilizam usam, em grande proporção, recursos e reservas do meio ambiente, gastam energia e, consequentemente, impactam negativamente a sustentabilidade através de emissões de poluentes no ar, água e terra.

Considerando a importância deste mercado para o planeta, entendemos que é necessário ter, à frente de tais projetos, construtores conscientes e que saibam lidar com os materiais e patrimônios disponíveis.

 

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Curiosamente, apesar das mulheres terem sido as construtoras originais em muitas das civilizações mais antigas, segundo Wallhagen, Eriksson e Sörqvist (autores do artigo discutido), hoje elas compõem apenas 1% das líderes de projeto na Suécia. Em outros países europeus as porcentagens também são menores em comparação com a participação dos homens. Logo, Assim como para nós no mercado ambiental, as mulheres ocupam menos espaço neste outro labor, o que é preocupante, visto que são elas o gênero que está mais preocupado com a degradação da natureza.

Partindo para os resultados do estudo, a possibilidade auto-avaliada de influenciar aspectos ambientais foi sistematicamente mais alta entre homens que entre mulheres (no artigo original, disponível na Figura 1).

Alguns dos pontos analisados através da coleta de resposta foram:

  1. Transporte;
  2. Energia;
  3. Uso de espaço e ecologia;
  4. Problemas relacionados à agua;
  5. Descartáveis;
  6. Direitos materiais.

Dos seis, em quatro (destacados em negrito) as mulheres apresentaram resultados mais satisfatórios do ponto de vista da pesquisa.

Parafraseando os autores em tradução literal, '(...) houveram várias diferenças de gênero entre os profissionais que colaboraram, tanto individualmente quanto em conjunto, e tais dados coletados mostram-nos que tais comportamentos influenciam sim o meio ambiente.'

 

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A maior diferença de gênero encontrada foi a percepção que as mulheres tiveram da possibilidade de influência que elas tiveram especificamente no projeto investigado, o Kiruna.

Existem  aindaalgumas explicações para esta consciência superior, mas a principal está ligada à facilidade que os homens têm de assumir postos de liderança em qualquer mercado. Logo, mulheres podem, sim, impactar o meio ambiente tanto quanto homens, mas não o fazem com a mesma frequência, e tem mais senso autocrítico de si próprias, porque, mais uma vez, não costumam ocupar cargos estratégicos.

Interessante, não é?

 

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E, mesmo que tenha sido observado que o fato das mulheres serem mais nocivas ao meio ambiente devido a questões de liderança, outro estudo, desta vez de Hampel, também acerca da consciência ambiental e que utilizou dados coletados de estudantes adolescentes de ambos os gêneros, indicou que as garotas têm maior responsabilidade no que diz respeito à natureza e seus recursos que garotos.

A conclusão é clara: imagina só a diferença que elas poderiam fazer se estivessem protagonizando mais projetos e liderando mais equipes!

Já está na hora de mudar esse cenário, não acham? Vamos juntas (e juntos)?

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