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População de renas do Ártico cai por mais da metade

População de renas do Ártico cai por mais da metade

A população de renas selvagens no Ártico, ou caribou, caiu por mais da metade nas últimas duas décadas.

Um novo estudo realizado in loco, a respeito dos impactos das mudanças climáticas na região, revelou que a espécie teve sua população reduzida de 5 milhões para 2.1 milhões de indivíduos. Os dados são da União Americana de Geofísica.

Segundo eles, há múltiplas razões para a tragédia, que, segundo alguns cientistas que vêm monitorando os números, causou a redução em mais de 90% em certos grupos.

O Professor Howard Epstein, cientista ambiental da Universidade de Virginia e um dos principais colaboradores do estudo, contou à BBC News que a incidência do aquecimento global no Ártico não mostrou sinais de redução, o que contribuiu diretamente para o desaparecimento vasto deste tipo de rena nos arredores:

'Nós observamos uma acentuação da seca em algumas áreas, devido ao aquecimento global, e o aquecimento em si nos trouxe uma mudança da vegetação nativa', conta o especialista.

As plantas que o caribou costumava comer, e cresciam no mesmo nível do solo, não estão lá mais:

'O aquecimento provocou o início de uma vegetação mais alta (...)', continuou Epstein, 'climas mais quentes significam também mais insetos (...)'

Como o professor afirma, se o clima é quente e falta vento, insetos tornam-se opresivos e tais animais, que antes não eram acostumados nem com o calor, nem com estas proliferações, gastam muito mais energias tentando evitar que os bichos os mordam, ou tentando buscar áreas livres de pragas.

A chuva é outro problema

O aumento de chuva no Ártico, que cai em solo nevado, leva ao surgimento de camadas de gelo mais duras em regiões estratégicas para os animais, impedindo tanto as renas, como os ursos polares, de acessar água ou outros alimentos que eles necessitam para sobreviver.

O que pode ser feito, e muitos já sabem, é reduzir as emissões de carbono e respeitar os acordos internacionais que evitariam, hipoteticamente, que a temperatura média global ultrapasse um aumento de 1.5º C.

Mas cientistas como Epstein preocupam-se que o atual cenário, mesmo com os acordos, não permitirá que salvemos o 'freezer mundial' que é o Ártico:

'Em todos os anos que publicamos o relatório, vimos a persistência em aceitar os dados sobre aquecimento aumentar', disse uma das representantes da Administração Atmosférica e Oceanográfica dos Estados Unidos'Isto está contribuindo para a mudança do clima e tragédias globais ao redor do mundo.'

Outros pontos-chave da discussão foram:

  • Poluição plástica: a contaminação por micropartículas tem crescido no Ártico, ameaçando pássaros nativos e a vida marítima;
  • Temperatura do ar: pelos últimos cinco anos (2014 a 2018) as temperaturas ultrapassaram quaisquer recordes registrados desde o ano 1900;
  • Menos volume do gelo oceânico: em 2018, o gelo do Ártico voltou mais fino e cobriu menos área que no passado;
  • Toxicidade do solo.

É esperado que, caso o cenário não mude, já não existam mais ursos polares no local em 2040.

É provável, também, que não existam mais renas brancas, igualmente, como o estudo aponta.

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