Nosso Blog

Confira nossas novidades!

Veja outros Posts

Pulverização aérea de agrotóxicos é proibida no Ceará

Pulverização aérea de agrotóxicos é proibida no Ceará

Governador do Ceará, Camilo Santana (PT) sancionou a lei 16.820/19 que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas lavouras do estado.

De autoria dos deputados Renato Roseno (Psol), Elmano Freitas (PT) e Joaquim Noronha (PRP), a proposta estava em trâmite desde 2016, mas foi aprovada somente em dezembro de 2018 na Assembleia Legislativa.

Além da pulverização especificamente, ela proíbe também a incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronave em todo o Estado do Ceará, inclusive para os casos de controle de doenças causadas por vírus.

Justificando a lei, o deputado Roseno argumenta que, desde 2008, o Brasil é campeão mundial no consumo de agrotóxicos, o que vem provocando consequências socioambientais graves.

Ele cita, inclusive, o caso da região do baixo Jaguaribe, onde o uso de pulverização aérea impactou a saúde dos trabalhadores de campo e dos moradores, que tiveram suas hortas domésticas e projetos de agricultura familiar prejudicados.

A falta de segurança também é outro ponto crucial tocado pela lei:

'Os agrotóxicos assim aplicados, sob a ação dos ventos, atingem grandes extensões de terra para além da área ocupada pelas empresas da fruticultura, impactando toda a biodiversidade e a população em dimensões regionais', afirma Roseno.

O projeto apresenta, adicionalmente,  dados da Embrapa - Empresa Brasilira de Pesquisa Agropecuária - concluindo que, mesmo em condições ideiais de calibração, temperatura e ventos, o método de pulverização retém 32% dos agrotóxicos emitidos nas plantas, com 49% indo para o solo e 19% sendo dispersados para áreas fora da zona de aplicação.

Isto pode contaminar os recursos hídricos da região e trazer problemas ao meio ambiente, bem como à saúde da população.

 

Deixe seu Comentário

Você também pode se interessar

© Ibracam

by nerit