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Quais os efeitos do coronavírus no meio ambiente?

Quais os efeitos do coronavírus no meio ambiente?

O Brasil e o mundo estão vivendo momentos difíceis desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia da covid-19 no dia 11 de março de 2020. A doença é causada por um vírus que foi descoberto em Wuhan, na china, no final de 2019, e acreditam que a contaminação surgiu de animais vendidos no mercado central dessa província. Não passou muito tempo e o vírus se espalhou por outros países e, até hoje, já são mais de 5 milhões de infectados e 300 mil mortes.

Para evitar a contaminação, algumas medidas foram tomadas pelos órgãos de saúde e repassadas à população, mas a maior orientação feita por especialistas é o isolamento social. Desse modo, iniciou-se o período de quarentena e a maior parte das pessoas são orientadas a permanecer em casa e evitar aglomerações.

O novo contexto mundial trouxe mudanças na rotina e tem causado impactos em diversas áreas, por exemplo, a saúde e a economia, que estão sendo fortemente afetadas. Mas, ao contrário de outros setores, no meio ambiente o coronavírus trouxe mudanças positivas. Com o distanciamento social e a redução das atividades econômicas, o impacto ambiental diminuiu.

Imagens produzidas por satélites apontaram uma diminuição na poluição atmosférica no planeta. O ar parece estar bem mais limpo, isso é em decorrência da diminuição na emissão de gases poluentes, como é o caso do gás carbônico (CO₂) e o dióxido de nitrogênio (NO₂), resíduos que são emitidos pelos veículos e indústrias.  

Segundo um estudo da "Nature Climate Change", houve uma redução em 17% das emissões de carbono em relação à média diária de 2019 no mundo e no Brasil essa queda foi de 25%, ligada, principalmente, aos setores de transporte e indústria.

Além das mudanças climáticas, foram observados outros fatores positivos para o meio ambiente durante esse tempo de isolamento social, como o aumento no nível dos reservatórios e a redução na poluição dos recursos hídricos.

A fauna e flora silvestres também foram beneficiadas neste contexto de pandemia. Com a diminuição no fluxo das grandes cidades, animais silvestres que antes viviam escondidos, estão começando a aparecer em ambientes urbanos.

Em contrapartida, com as pessoas em casa na maior parte do tempo, houve um aumento na produção de lixo. Em um documento publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) informa que, por conta da quarentena, a geração de resíduos domiciliares pode ter aumentado entre 15% e 25%. 

o isolamento social fez crescer o tempo das pessoas dentro de casa e, com isso, aumentou também a produção de lixo e resíduos domésticos, além da produção de lixo hospitalar, que deve crescer de 10 a 20 vezes, segundo a ABRALPE. O descarte incorreto ds resíduos hospitalares pode contribuir para o aumento na transmissão do vírus, além de causar maiores impactos ao meio ambiente.

Quais as expectativas pós pandemia?

Ainda não é possível prever como será o pós-pandemia, principalmente no que se refere ao meio ambiente.  Alguns acreditam que esse período de isolamento foi importante para sugerir hábitos mais sustentáveis, tornando essas mudanças um novo padrão de comportamento.

Mas alguns pesquisadores apontam que as mudanças ambientais são temporárias e que com o fim da pandemia e as ações de retomada da economia, os problemas ambientais devem se intensificar ainda mais.

Desse modo, é necessário intensificar as ações de educação ambiental, a fim de conscientizar a todos sobre a importância da preservação ambiental no mundo.

 

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