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Relógio em Nova York mostra quanto tempo falta para impedirmos catástrofe ambiental

Relógio em Nova York mostra quanto tempo falta para impedirmos catástrofe ambiental

Um dos projetos de arte pública mais populares em Nova York, o Metronome é um relógio de 62 pés, com 15 dígitos eletrônicos, situado na Union Square.

Ele está presente nesta localização há mais de 20 anos, e o seu display costumava mostrar o tempo de uma forma peculiar, contando não só horas, mas também minutos, segundos e frações de segundo. No entanto, a partir do último dia 20 de setembro, ele sofreu uma mudança curiosa.

Agora, o Metronome tem uma missão ecológica: nos informar quanto tempo falta, oficialmente, para que os efeitos do aquecimento global se tornem irreversíveis. Logo, ao invés de mostrar ciclos de 24 horas, o relógio, retrabalhado pelos artistas Gan Golan e Andrew Boyd, agora serve como um sério alerta.

Calculado a partir de dados disponíves pelo Mercator Research Institute on Global Commons and Climate Change de Berlin, o relógio já está funcionando sob seu novo propósito e temos, em 2020, aproximadamente 7 anos para mudar o curso do aquecimento global. 'Esta é nossa forma de deixar bem claro que o mundo está literalmente contando conosco', Golan disse.

Golan também comentou que a ideia foi parcialmente influenciada pelo Doomsday Clock, ou 'Relógio do Apocalipse', em tradução literal, que é disponibilizado online pelo Boletim de Cientistas Atômicos, e pelo National Debt Clock, disponível no Bryant Park em Manhattan. Para ele, este é, sem dúvidas, o 'número mais importante no mundo'.

Para Stephen Ross, líder da Related Companies e desenvolvedor que é dono da One Union Square South, o relógio servirá para nos lembrar, todos os dias, quão perigosamente perto estamos de causar um incidente climático sem precendentes.

Acessando o website do relógio, você pode conferir maiores informações a respeito do projeto e entender como a contagem é feita, a partir de relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, um dos mais importantes órgãos da ONU. Boyd ainda afirma: 'não há como negar a ciência'.

 

As recentes queimadas no Brasil

Um assunto que tem tomado as notícias recentes, tanto no Brasil como internacionalmente, são as queimadas observadas em território nacional nas últimas  semanas, especificamente na região do Pantanal.

Segundo o JN, os incêndios no Pantanal atingiram áreas que até já haviam sido queimadas este ano, e o fogo tem avançado com particular velocidade especialmente na Serra do Amolar, uma das regiões mais bem preservadas do bioma. Segundo o Inpe, só nas últimas 48 horas foram 201 focos de incêndio (05 de outubro de 2020).

Diversos fatores tem atrapalhado o combate às chamas, tais como ventos fortes, calor e baixa umidade. No último sábado Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, visitou o Pantanal de Mato Grosso do Sul, sobrevoando as áreas queimadas e reunindo-se com os produtores rurais que estão sofrendo com o fogo.

'Estamos vivenciando uma questão de clima, então talvez, segundo me confirmou o governador, o ano mais quente dos últimos 60 anos. Então isso reduz a capacidade de resposta de ambos os estados do ponto de vista de água e de umidade', comentou o ministro.

Sabemos que um dos maiores contribuidores para a poluição da atmosfera e consequente piora do aquecimento global é o gás carbono, emitido em altos níveis durante queimadas como a do Pantanal, o que talvez pode até acelerar a contagem do Metronome.

Desde o ano passado, o Brasil vem sendo alvo de inúmeras críticas em âmbito internacional, especialmente na ONU, por sua gestão do meio ambiente. Uma das consequências recentes disso foi o veto do acordo de livre comércio entre o Mercosur e a União Europeia, após estados-membro da União citarem as políticas ambientais do Brasil como um dos principais impedimentos para que uma maior proximidade econômica se firmasse.

O acordo vinha sendo negociado há mais de 20 anos.

 

O papel de profissionais de meio ambiente nesta luta

Sabemos que, de uma forma ou de outra, não importa o rumo que o profissional siga no setor de meio ambiente, ele será sem dúvidas uma peça importante na luta contra o desregulamento climático. E a boa notícia é que, como o mundo precisa de cada vez mais profissionais de meio ambiente, há espaço para todos!

Nesta outra postagem, nós discutimos 3 rumos que sua carreira pode tomar como consultor ambiental, destacando a importância desta profissão em tempos de crise e oferecendo dicas valiosas tanto para quem está começando agora, como para aqueles que buscam por novas oportunidades no mercado.

Temos pouquíssimo tempo para mudar a narrativa histórica e são os profissionais e cientistas ambientais os encarregados de fazê-lo!

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