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Resultado da crise, praias da Venezuela estão vazias e sujas

Resultado da crise, praias da Venezuela estão vazias e sujas

Não é segredo que, dentre os países da América Latina, a Venezuela é aquele que mais sofre com a onda de recessos no continente.

Uma crise socioeconômica e política têm assolado o país desde 2010, quando Hugo Chávez assumiu o poder, e o governo de Nicolás Maduro, que têm sofrido grande pressão internacional para livrar os venezuelanos de seus fardos, não reverteu o cenário.

 

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Para se ter uma ideia, esta é a pior crise econômica da história da Venezuela, e uma das piores crises já vivencias em todas as Américas, com resultados diretos sentidos na hiperinflação, fome, doenças e aumento das taxas de mortalidade e crime na região.

Consequentemente, a emigração de venezuelanos para países vizinhos, e até mesmo para a América do Norte, têm atingido picos alarmantes.

A ONU atesta que mais de 1.6 milhões de cidadãos venezuelanos deixaram o país desde 2015, e ainda sugere que tal 'êxodo' pode equivaler à crise dos refugiados no Mediterrâneo.

Como se não bastasse, além de todas as questões humanas, a natureza também vem pagando um preço alto pela má administração de Chavez e seu sucessor.

 

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Do outro lado da El Ávila, famosa cordilheira verde-esmeralda que enfeita a vista de Caracas, capital da Venezuela, situa-se La Guaira, um balneário que, se antes atraía turistas nativos e internacionais, hoje os mantém longe.

Em diário de viagem publicado na íntegra pela Exame, a jornalista Patricia Laya, em viagem pela Venezuela com um amigo, relata o que viu em sua jornada em direção ao Caribe.

Ou, melhor, o que restou daquela parte dele:

'A estrada era um labirinto de buracos, o acostamento estava cheio de carros que os donos, sem esperanças de encontrar peças de reposição, abandonaram à ferrugem no lugar onde enguiçaram. Não havia jovens universitários atravessando os túneos com a janelas abertas e buzinando, nem lojas na beira da estrada vendendo biquínis e baldinhos de plástico baratos.'

Laya afirma que La Guaira, além de outras atrações naturais da Venezuela, atraia pessoas de todas as partes e todas as classes.

Mas hoje, devido à hiperinflação, a maioria esmagadora não tem como dar-se ao luxo de ir a praias. É possível, por exemplo, gastar o equivalente a meio salário mínimo nacional em 'simples empanadas, um saco de gelo para manter bebidas frias e um lugar confortável para sentar.'

 

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Além disso, a paisagem, antes exuberante e inspiradora, encontra-se repleta de 'pequenas pilhas de lixo, tampas de garrafas, sacolas plásticas, pontas de cigarro e folhas mortas.'

Concluindo seu desesperador relato, Laya confessa que ela e o amigo sequer esperaram o dia acabar: 'nós arrumamos as malas e voltamos para Caracas muito antes de o sol de pôr.'

O Presidente Maduro culpou 'especulações capitalistas' pelos altos níveis de inflação e redução de itens de necessidade básica no mercado.

Para o político, ele e seus aliados lutam uma 'guerra econômica', e fala até mesmo em 'conspiração econômica internacional'.

Enquanto isso, nenhuma medida protecionista foi discutida.

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