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Um Defensor do Meio Ambiente é Assassinado a Cada Três Dias na Colômbia

Um Defensor do Meio Ambiente é Assassinado a Cada Três Dias na Colômbia

Um dos países sul-americanos mais castigados pela guerra civil e desigualdades sociais, a situação da Colômbia têm o infame histórico de inspirar a formação de facções rebeldes, como a famosa Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Movidos por insatisfações políticas, os guerrilheiros discutem, e combatem física e ideologicamente, o governo colombiano há anos. No entanto, muitas vidas são perdidas nos conflitos, e surpreendentemente, a luta de alguns ativistas pela preservação do meio ambiente em meio ao caos da batalha é um dos principais motivos pelos genocídios.

Na província de Cauca, por exemplo, o solo é diverso e fértil, e suas reservas naturais de ouro têm causado conflitos a respeito do destino e uso daquela terra; adicionalmente, as condições do local também são propícias ao plantio de folhas de coca, uma das especificidades da Colômbia e, também ingrediente-base da cocaína. Isto torna Cauca, como tantas outras províncias, um território bastante disputado por grupos criminosos.

Do outro lado da guerra pelas terras, estão ativistas do meio ambiente, que têm consciência da biodiversidade e natureza inigualáveis do país, que comporta tanto uma grande porção da Floresta Amazônica quanto faz parte da extensão nortista da Cordilheira dos Andes.

Enrique Fernández, ativista e líder da tribo indígena Nasa, nativa do local, já não consegue mais lembrar a última noite em que ele e sua família dormiram em paz:

'Qualquer momento pode ser meu último', diz Fernández, que já teve uma bomba deixada em frente à sua casa simplesmente por ser um defensor ferrenho da preservação ambiental. Agora, o colombiano também tem um preço por sua cabeça nas ruas. 'Nós não vamos descansar até a Colômbia estar livre de comunistas com você', lê-se nas ameaças dos terroristas, que claramente não sabem o significado etimológico do comunismo e o associam ao movimento ecológico.

O atual presidente, Iván Duque, que assumiu o posto no último dia 7 de agosto, sabe dos problemas e já prometeu reforçar as medidas de proteção para ativistas, mas devido à sua ligação com o controverso ex-presidente Uribe, atualmente investigado por crimes relacionados à criação de esquadrões de morte no fim da década de 90, os líderes políticos de Cauca estão céticos que algo melhorará.

Além de Fernández, mais líderes têm sido perseguidos na Colômbia, muitos deles de comunidades indígenas e de comunidades afro-colombianas. Mesmo após o acordo histórico feito com a Farc em 2016, pessoas ainda são vitimizadas pela guerra civil colombiana, com cerca de 311 ativistas, líderes de comunidade e defensores de direitos humanos tendo sido assassinados desde aquele ano.

Em estimativas, um ativista é assinado a cada três dias no estado colombiano, números preocupantes considerando o mantimento do Estado Democrático de Direito e do Meio Ambiente.

 

Via: The Guardian

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