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Uma breve História da relação do Brasil com o Meio Ambiente

Uma breve História da relação do Brasil com o Meio Ambiente

Para a Organização das Nações Unidas – ONU, meio ambiente é o conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas.

Ele é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural: todo ele é composto por vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas e atmosfera. Também faz parte de sua composição os recursos naturais, com os quais profissionais do meio ambiente lidam rotineiramente, como água, ar e fenômenos do clima (energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo).

Não só nosso suporte de vida, o meio ambiente, e sua natureza, provou-se, ao longo das últimas décadas, um nicho propício à onda capitalista, que visa unicamente gerar mais lucros, de forma consciente ou não, e impulsionar empregos. Isto conecta-nos, enquanto mercado, diretamente às primeiras indústrias que surgiram no Brasil ao fim do século XIX, com o aparecimento de tecelagens e metalúrgicas.

 

A industrialização de Kubitschek

Durante o início do século XX, o número de indústrias cresceu em especial em grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo.

Ao fim dos anos 1930, o Brasil já se beneficiava de uma modesta indústria de base, estruturada de modo a sustentar o crescimento de outros setores, dentre eles o do meio ambiente e agricultura, que são opostos, mas andam historicamente entrelaçados.

Já entre 1955 e 1961, pós-Segunda Guerra Mundial, a produção industrial havia aumentado em 80%, como resultado direto do governo de Juscelino Kubitschek, que deixou como legado nossa capital, Brasília, e um crescimento do PIB de 7% ao ano.

Paralelamente ao processo de industrialização, o país vivenciava grandes mudanças nas áreas rurais.

A partir de década de 60, a incorporação de uma maior extensão de terras agricultáveis, através da expansão da fronteira agrícola em estados como Paraná, Goiás e Mato Grosso, que abrigam, em parte, um de nossos mais importantes biomas, o Cerrado, provocou uma demanda maior por equipamentos e insumos agrícolas.

O resultado foi uma mecanização rápida do camp, que, por sua vez, ativou um êxodo rural histórico, que já vinha acontecendo desde a década de 40, principalmente devido à falta de ofertas de emprego manual no interior.

Apesar das mudanças, este período da História brasileira carregava a fama de ser agraciado com um “milagre econômico”, mesmo que, paradoxalmente, a degradação ambiental não fosse pauta.

Em época de golpes políticos, instabilidades sociais, repressão e ditadura militar, o governo brasileiro estava unicamente interessado em aumentar a produção industrial e ocupação de terras virgens na região norte (Transamazônica) e centro-oeste. Consequentemente, os recursos naturais brasileiros foram negligenciados.

 

Ditadura e Meio Ambiente

Como resultado das práticas pró-business do período, era inexistente qualquer legislação ambiental, e a ação de ONGs e ativistas era fortemente cerceada. Como em outras ditaduras amplamente estudadas – do século XX, temos o exemplo da Alemanha nacionalista de Hitler e a Itália fascista de Mussolini – a informação era restrita e grande parte da população não tinha ideia da degradação ambiental em progresso.

Beneficiando-se da ausência de fiscalizações, o setor privado, tanto nacional como estrangeiro, também não se preocupava em atenuar os impactos industriais de seus negócios. E só no final de 1970 que, não só o Brasil, mas o mundo sofreram grandes mudanças.

Os capitais de investimento, antes fartos, sofriam baques com a segunda crise do petróleo (1979), e países bem desenvolvidos realocavam investimentos.

Como resultado, o crescimento da economia brasileira estagnou. As novas perspectivas globais e o redesenho de cenários políticos, morais e ideológicos nos trariam alguns anos depois a redemocratização brasileira, através da votação da Constituição de 1988, e, em seguida, a convocação das eleições presidenciais diretas em 1989.

Os impactos foram reverberados por toda a população nacional, e também foram sentidas no setor do meio ambiente, que desde 1970 já dava suas caras através da criação de leis mais específicas e surgimento de órgãos de controle ambiental.

Uma das grandes vitórias do fim do regime militar foi a inclusão, ao fim da década de 80, de diversos artigos que dispunham sobre a proteção ao meio ambiente.

 

Melhores Perspectivas

Os anos 1990, 2000 e 2010, apesar de contínuas instabilidades políticas, também trouxeram boas novas ao mercado ambiental: a abertura do mercado internacional fez com que empresas nacionais fossem obrigadas a melhorar sua produtividade para enfrentar a concorrência de produtos importados, que utilizavam tecnologia mais limpa e sustentável.

Com informação, agora acessível, o público passou a exigir melhores produtos e condições de vida, o que está correlacionado, em certo nível, com qualidade ambiental.

A prova está no número de ONGs que cresceu proporcionalmente e passaram a atuar em diversos segmentos, tanto em programas sociais que envolviam iniciativas de reciclagem de descartáveis, como em militâncias que cobravam, do governo, tratamento do esgoto doméstico, dentre outros.

Desde a implantação dos conceitos de “desenvolvimento sustentável” e “tecnologia ecologicamente limpa”, após discussão no Encontro Internacional sobre Meio Ambiente realizado em 1992 no Rio de Janeiro (ECO 92), o mercado ambiental brasileiro tem se consolidado como o maior da América Latina.

Tendo seus louros atribuídos, principalmente, à sua grande extensão territorial e reservas naturais, é imprescindível que, não obstante o partido político dominante, o Brasil faça investimentos na área.

Mesmo que a indústria ambiental brasileira tenha surgido já em meados do século passado, em reação às demandas do setor público e privado, em especial no que tange ao tratamento de água e afluentes, os raros profissionais da época, limitados pelo regime totalitarista em que se encontravam, não dispunham de ferramentas, ou conhecimento suficientes, para alavancar o setor, como aconteceu a partir das décadas de 1970 e 1980.

Hoje, é notória a importância de nossas riquezas naturais para nossa economia e sociedade.

 

O que tudo isto quer dizer para o profissional BRASILEIRO de Meio Ambiente

Segundo levantamento da consultoria Michael Page, duas entre as dez profissões mais demandadas pelo mercado até 2030 são relativas ao setor ambiental. Além das capacidades técnicas e comportamentais esperadas de um profissional do ramo, o estudo mencionado também estima que o desenvolvimento sustentável, e a crescente preocupação com as mudanças climáticas, dentre outros problemas ambientais, serão responsáveis pela criação de inúmeros novos cargos nos próximos anos, segundo a BBC Brasil.

E, curiosamente, princípios do Direito, da Logística, e da Gestão de Projetos devem ser acoplados ao delineamento deste expert.

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