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Ursos Polares podem ser a primeira espécie do Ártico a ser extinta

Ursos Polares podem ser a primeira espécie do Ártico a ser extinta

A lentidão do resfriamento de inúmeras regiões do Ártico neste inverno está fazendo com que seja mais difícil para ursas polares encontrarem tocas.

Resultado direto do aquecimento global, o derretimento das geleiras têm ocasionado num retardo da formação de gelo durante o outono, que atingiu níveis recordistas durante o último outono, e preocuparam cientistas.

Estes que, inclusive, já temem um 'evento de extirpação'; ou, em outras palavras, extinção dos mamíferos.

As águas que envolvem Svalbard, arquipélago entre a Noruega e o Pólo Norte, têm, este ano, pouco mais da metade do que tiveram no passado, durante esta época.

De acordo com o Norwegian Ice Service, os 127,291 quilômetros quadrados de gelo formados até 14 de novembro de 2018 representa o menor índice desde que tal informação começou a ser computada em 1967.

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Acredita-se que estas degradações, causadas pelo supra-aquecimento global nas mãos humanas, está alterando o comportamento de espécies de dependem de camadas de gelo mais grossas, como o narval, focas, belugas e os já citados ursos polares.

'Nós estamos reestruturando todo um ecossistema', tuitou o cientista Andrew Derocher, que estuda os ursos há impressionantes 35 anos. 'Gelo no mar é para o Ártico o que o solo é para a floresta. Sem gelo lá, nós ainda teríamos um ecossistema, mas sem ursos polares e muitas outras espécies.'

Svalbard é um dos pontos citados por Andrew, que reafirmou a preocupação com os recordes de degelamento na área.

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Para ele, os ursos podem se tornar a primeira - de muitas outras formas de vida - a serem extirpadas num futuro próximo devido à perda de seu habitat natural.

Só em Svalbard existem 2500 ursos identificados, população que tem se mantido estável pelos últimos 15 anos, mas que, nos próximos, talvez sofra reduções graves.

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Por causa do retardo na formação de camadas de gelo, eles não estão conseguindo caçar focas, o que resulta numa dieta forçada durante o outono: a temporada mais importante para eles, que é quando as reservas de gordura são feitas através da alimentação.

A preocupação recai, principalmente, sobre as fêmeas grávidas, que normalmente viajam através do gelo nesta época com a esperança de encontrar pontos frios o suficiente para prosseguir com o parto.

'A não ser que o gelo engrosse nas próximas semanas, as fêmeas grávidas precisarão nadar', diz Jon Aars, do Instituto Polar-Norueguês. 'Isto fará com que elas usem cinco vezes mais energia e desperdicem reservas de energia importantes para produzir leite e criar seus filhotes depois.'

Pesquisas prévias feitas em outras regiões árticas já mostram que as fêmeas têm reduzido de peso e tamanho, em uma porcentagem de 18% para 16% de 1993 a 2017.

É possível que, já em 2040, não exista qualquer gelo em torno o Ártico.

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