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Viaduto vegetado para travessia de animais é planejado no Rio

Viaduto vegetado para travessia de animais é planejado no Rio

Foi dado início no Rio às obras de um viaduto vegetado que servirá como passagem de animais.

Ele visa, além de possibilitar que espécies silvestres transitem com segurança entre as rodovias sem causarem acidentes, visa também minimizar o impacto ambiental da duplicação da BR-101 no Rio de Janeiro.

Parte do resultado de uma série de discussões e acordos com a Associação Mico Leão Dourado, o projeto teve o Ministério Público do Rio (MP) como mediador.

O MP explica que a estrada em questão atravessa uma área importante para a preservação da biodiversidade e, tão importantemente quanto, o desenvolvimento social, uma vez que ela perpassa uma área de proteção ambiental de micos.

Ela também conecta a cidade do Rio de Janeiro com os polos petrolíferos de Macaé e Campos.

Onde antes haviam inúmeros atropelamentos de animais, o viaduto facilitará que eles acessem a Reserva Biológica de Poço das Antas, localizada na região.

A implementação de passagens de fauna era uma das obrigações para a concessão de licença da obra, que inspira-se em modelos já utilizados em outros países, e servirá de travessia principalmente para macaquinhos isolados pela construção da rodovia:

'É muito importante que a população de micos da reserva possa atravessar para evitar isolamento genético', diz Luis Paulo Ferraz, diretor da Associação Mico Leão Dourado em Silva Jardim.

Para ele, os micos jamais entrariam em túneis.

No entanto, além do viaduto para eles, estão sendo construídas também passagens subterrâneas para fauna terrestre. Espera-se que, com a medida, que a BR-101 transforme-se num modelo, em termos de medida de proteção à fauna, para outras obras do setor rodiviário brasileiro.

Não foi fácil, é claro, chegar até aqui: a vitória vem após mais de meia década de negociações, reuniões, campanhas, projetos e processos judiciais.

Após a sua conclusão, que deve durar próximo de um ano, um trabalho de monitoramento do uso do corredor florestal será realizado, com o objetivo de viabilizar que animais utilizem a passagem, visando permitir a troca genética entre os grupos de mico em ambos os extremos da pista.

Espera-se, igualmente, que outros bichos, em especial predadores, possam cruzar o caminho para manter o equilíbrio ecológico dentro da reserva.

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